DE VOLTA À ÍNDIA – Privação E Piração De Sono – 21/12/2010

DE VOLTA À ÍNDIA – Privação E Piração De Sono – 21/12/2010

Chegamos em Delhi e fomos recebidos pelo Varun, representante de nossa agência de turismo. Delícia chegar e ter alguém nos esperando, cheio de atenções. 

Fomos para o hotel e, depois de um banho, chegamos a conclusão de que era melhor não dormir, para nos adaptarmos mais rapidamente ao fuso horário (7:30 h de diferença). 

Fomos caminhar pela Janpath, uma das melhores ruas para compras na área de Connaught Place. Almoçamos e, no restaurante já percebemos os sinais de privação de sono. O Fernando deu uma apagada e quase caiu de cara no prato. Era melhor sair do restaurante e andar. Fomos procurar a Fabindia, uma loja de roupas indianas de ótima qualidade, com filiais por toda a Índia. Compramos algumas kurtas (túnica longa que os homens usam) bem bacanas, para usar nos dias de festa, no Aruna Yoga. Na loja, foi a minha vez de sentir as pernas amolecerem e quase dormir em pé. O remédio era não ficar muito tempo em nenhum lugar. Continuamos entrando em lojas, mas as longas horas de vôo e as cochiladas superficiais no avião falaram mais alto. Na segunda vez que minhas pernas amoleceram e meus olhos fecharam, sem que eu tivesse controle, no meio da Janpath. 

Resolvemos que era hora de voltar para o hotel e ceder a uma das necessidades mais básicas do ser humano: o sono. Lembrei-me dos estudos de biologia onde aprendíamos que a privação de sono trazia, perda do controle do corpo, irritação, agressividade e, poderia até causar a morte, se fosse por tempo muito prolongado. 

No Yoga, também sabemos que o sono superficial não é suficiente. É no sono profundo que conectamos com nosso eu-profundo e recarregamos a bateria. No estado de sono sem sonhos, quando não temos nenhuma consciência, é como se abandonássemos nosso avatar (corpo físico) para conectar com alguma fonte de energia mais profunda. 

Era disso que precissávamos, para não pirar!