DE VOLTA À ÍNDIA – Cheiro de Índia – 19/12/2010

DE VOLTA À ÍNDIA – Cheiro de Índia – 19/12/2010

Nunca corri tanto antes de uma viagem. Na semana de viajar, tinha a impressão de que precisaria de mais um mês antes de organizar tudo o que precisava: substitutos para as aulas, orientações para os colaboradores, escola, contas a pagar e uma infinidade de coisas. Embora tenha começado a fazer tudo isso com antecedência, parece que um monte de coisas vão ficar para trás. Dizia para mim mesmo, o tempo todo: “Vou fazer o máximo que puder. O que não puder, se for importante, alguém vai fazer.”

No dia de embarcar, ainda demos o aulão de final de ano. A sala estava cheia, UHUHUUU! Obrigado a todos que foram se despedir de nós e a todos os nossos alunos queridos, que praticaram conosco o ano todo. Terminamos a aula e corremos para o aeroporto, pois nosso vôo partiria em algumas horas.

Viajamos com a South African, uma boa companhia, apesar dos atropelos. A refeição vegetariana, que pedimos com a antecedência necessária, não veio e tivemos que comer purê de batatas e legumes com gosto do frango que acompanhava o prato normal.

Esperamos umas boas horas no ótimo aeroporto de Johannesburgo. Apesar dessas esperas serem desagradáveis, estávamos com amigos queridos que ajudaram a matar o tempo (obrigado Chico e Marco!!!!). Embarcamos para Mumbai!

Depois de mais um longo vôo, meus neurônios sonolentos ouviram o comissário anunciar que estávamos nos aproximando do aeroporto de Mumbai. O avião desceu e, ainda sonolento, preparei-me para desembarcar. Ao sair do avião, senti aquele cheiro que eu nem sabia que tinha na minha memória: cheiro de Índia… Não é um cheiro, exatamente, bom. Nem é um cheiro ruim, também. É uma mistura de cheiro de carpete, cheiro de curry, uma boa quantidade de pó da rua, cheiro de gente, de perfume, com cheiro de …. Não sei. É cheiro de Índia. Na hora que esse cheiro entrou pelas narinas, meu coração acelerou, pulou, expandiu-se e derreteu. Como quando sentimos o cheiro da pessoa amada, mesmo antes de vê-la se aproximar. Era um cheiro que anunciava que novas experiências estavam a caminho. Novos aprendizados estavam sendo preparados por um alquimista cósmico. Obrigado, mãe Índia, por me aceitar de volta e oferecer, com generosidade, tantas coisas boas que me ajudam a ser uma pessoa cada vez melhor.

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